Desquite, Divórcio ou Separação: Qual a melhor opção? | Passo a Passo

Muitas pessoas ainda confundem os termos desquite e divórcio. Porém, aqui, você entenderá a diferença entre os dois de uma vez por todas

Saiba qual a diferença entre desquite, divórcio e separação
Desquite: você sabe o que é?

 

O termo “desquite” surgiu no sistema judiciário brasileiro em 1916. Ele era uma forma de regular a separação conjugal. Portanto, existia a separação de corpo e dos bens do casal. No entanto, não havia a extinção do vínculo matrimonial.

Hoje, mais de cem anos após a criação do desquite, ainda podemos ver muitas dúvidas a respeito do que é esse instituto. Além disso, muitas pessoas não sabem qual a diferença entre ele, a separação e o divórcio.

Assim, para tirar suas dúvidas, preparamos este artigo, no qual você aprenderá:

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  2. O que é?
  3. Qual a diferença entre desquite e separação?
  4. Como funciona a separação hoje?
  5. Qual escolher, divórcio, desquite ou separação?
  6. Quais os tipos de divórcio?

O que é?

O termo “desquite” surgiu no início do século passado, no antigo Código Civil dos Estados Unidos do Brasil. Assim, o  seu objetivo era extinguir as obrigações conjugais. Porém, ele só teve aplicação até 1977.

Logo, caso você decidisse se separar entre 1916 e 1977, sua experiência seria um pouco diferente da que você está tendo hoje. Por exemplo, o vínculo matrimonial entre vocês não deixaria de existir. Entretanto, os bens que você adquirisse a partir daquele momento pertenceriam apenas a você.

Porém, em 1977, o instituto do divórcio foi criado. Portanto, o desquite deixou de existir.

Assim, hoje, não é mais possível realizar o desquite para dissolver o seu casamento. Desse modo, desde 1977, a forma certa de dar fim a união é por meio do divórcio

Qual a diferença entre desquite e separação?

No desquite, você e sua esposa apenas se separavam de fato e partilhavam os bens. No entanto, não era possível casar novamente.

Contudo, com a Emenda Constitucional Nº 9 de 1977, surgiram duas formas de romper com o matrimônio que permitiam um novo casamento: a separação e o divórcio.

Ainda assim, para se divorciarem, vocês primeiro passariam pelo período da separação de corpos. Desse modo, após 2 anos de separação, iniciava-se o processo de divórcio. 

Entretanto, desde a separação de corpos, todos os deveres matrimoniais eram suspensos. Assim, vocês não precisariam mais viver sob o mesmo teto. Além disso, os bens adquiridos daí em diante não entrariam na partilha de bens. 

No fim, a diferença entre os três institutos é que, com o divórcio, é possível que você se case com outras pessoas. No desquite, por sua vez, não havia essa possibilidade. Além disso, hoje, durante o período da separação, você pode viver em união estável.

Como funciona a separação hoje?

Hoje, não é mais necessário a separação de corpos para se divorciar. No entanto, se você decidir por esse caminho, a separação será judicial.

Por isso, ela é diferente do abandono do lar, ou seja, quando uma das partes da relação apenas sai de casa sem comunicar o outro sobre a sua decisão de se separar.

Estas duas atitudes, inclusive, não são recomendadas, uma vez que podem resultar em várias consequências jurídicas e patrimoniais indesejadas.

Portanto, aconselhamos a você que, assim que decidir pela separação, converse com sua esposa e procure um advogado especializado no assunto. 

Além disso, assim como no divórcio, a separação pode ser feita de modo consensual  ou litigioso. Por sua vez, o modo consensual pode ser feito de forma extrajudicial, em cartório. 

Por fim, é possível que, durante o período da separação, você viva em união estável.

Desquite, separação e divórcio, qual eu devo escolher?

Atualmente, o desquite não existe mais, pois ele foi substituído pela lei do divórcio e separação em 1977. 

Em 2010, entretanto, uma alteração nessa lei  trouxe a possibilidade do divórcio ser feito de forma direta. Ou seja, extinguiu-se a necessidade da separação de corpos. 

Logo, quem pretende se divorciar, consegue dar fim ao matrimonial com uma ação. 

No entanto, ainda é possível realizar a separação de corpos. Porém, hoje ela é utilizada para que você e sua esposa tenham os deveres matrimoniais suspensos. Assim, vocês podem decidir se a melhor opção é o divórcio ou se há possibilidades de reconciliação. 

Quais os tipos de divórcio existem atualmente?

Atualmente, existem duas modalidades de divórcio:

Divórcio consensual 

Este divórcio pode ser feito em cartório, de modo extrajudicial, quando não há filhos menores ou incapazes. Além disso, o casal deve estar totalmente de acordo com a separação.

No entanto, se você e sua esposa estiverem em consenso quanto ao divórcio, mas tiverem filhos menores ou incapazes,  o divórcio consensual é feito de forma judicial.

Divórcio Litigioso 

Essa forma de divórcio acontece quando você ou sua esposa não estão de acordo com os termos da dissolução. Desse modo, é necessário que aconteça de forma judicial. Por isso, costuma ser mais demorado do que o modelo amigável, uma vez que não há consenso entre as partes.

Quando não há mais a perspectiva de manter as relações entre você e sua esposa, o melhor a se fazer é buscar o consenso para que vocês possam, juntos, dar entrada no divórcio. Desse modo, a solução será mais rápida e menos traumática para vocês e seus filhos. 

Por fim, ainda assim, você tem alguma dúvida sobre esse assunto? Precisa da ajuda de algum advogado? Então, entre em contato conosco e converse com a nossa equipe jurídica especializada em divórcio e direito de família.

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