Confira a pena para estelionato no Brasil! Veja quais os riscos!
Você sabe qual é a pena para estelionato? Um dos crimes mais cometidos no Brasil, ele ainda levanta dúvidas sobre as reais possibilidades do criminoso ir para a cadeia!
O estelionato é um dos crimes mais frequentes no Brasil e, ao mesmo tempo, um dos que mais geram dúvidas.
Muitas pessoas não sabem exatamente quando uma situação é considerada fraude, qual é a pena para estelionato ou se realmente pode haver prisão. Essa insegurança é comum, principalmente diante do aumento de golpes pela internet e no dia a dia.
Pensando nisso, este conteúdo foi preparado para explicar como a lei trata o estelionato, quais são os riscos envolvidos e o que pode influenciar na punição.
Ao entender esses pontos, você consegue se proteger melhor e também saber como agir em uma situação concreta. A seguir, veja qual é a pena para estelionato no Brasil e o que pode acontecer em cada caso.
Sabemos que questões jurídicas podem gerar dúvidas, e entender seus direitos é essencial para tomar decisões informadas. Em caso de dúvidas sobre o assunto, entre em contato: clique aqui!
Desse modo, pensando em te ajudar, preparamos este artigo no qual você aprenderá:
O que é o crime de estelionato?
O crime de estelionato ocorre quando alguém engana outra pessoa para obter vantagem indevida, causando prejuízo. Ele está previsto no art. 171 do Código Penal e exige a presença de fraude e intenção de enganar.
Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.
Na prática, isso significa que você é levado ao erro por meio de uma mentira ou artifício.
Um exemplo comum é quando alguém vende um produto que não existe ou se passa por outra pessoa para receber dinheiro. Nesses casos, a vítima acredita na situação e realiza o pagamento.
Para que o estelionato seja reconhecido, é necessário que existam alguns elementos:
- fraude ou engano utilizado pelo autor
- erro da vítima, que acredita na situação
- vantagem ilícita, geralmente financeira
- prejuízo concreto
Se faltar um desses pontos, pode não haver crime, mas sim um problema civil. Por isso, situações como atraso no pagamento de dívida, sem fraude, não configuram estelionato.
Com o avanço da tecnologia, o crime se tornou ainda mais comum. Golpes por WhatsApp, links falsos e falsos atendentes bancários são exemplos frequentes.
Por isso, entender o conceito é essencial tanto para se proteger quanto para saber quando há crime.
Tem fiança para crime de estelionato?
Sim, tem fiança para crime de estelionato, na maioria dos casos, porque a pena base permite esse benefício conforme o Código de Processo Penal.
Isso significa que, se houver prisão em flagrante, você pode ser liberado mediante pagamento de um valor fixado pela autoridade. Esse valor leva em conta fatores como gravidade do caso e condição econômica.
No entanto, a concessão de fiança não é automática. Ela pode ser negada quando há circunstâncias mais graves, como risco de fuga ou reincidência. Cada situação é analisada individualmente.
É importante entender também que a fiança não encerra o processo. Mesmo após o pagamento, a investigação continua e o caso será analisado pela Justiça. Ou seja, pagar fiança não significa que não haverá condenação.
Outro ponto relevante é que, dependendo do caso, o juiz pode aplicar outras medidas cautelares, como:
- comparecimento periódico em juízo
- proibição de contato com a vítima
- restrições de deslocamento
Por isso, se você estiver envolvido em uma situação assim, agir rapidamente pode evitar consequências mais graves e garantir que seus direitos sejam preservados desde o início.
Qual é a pena para estelionato no Brasil?
A pena para estelionato no Brasil é de 1 a 5 anos de reclusão, além de multa, conforme o art. 171 do Código Penal. Essa é a punição básica aplicada aos casos considerados comuns.
Na prática, isso não significa que toda pessoa será presa imediatamente. A forma de cumprimento da pena depende de fatores como antecedentes, valor envolvido e circunstâncias do crime.
Em muitos casos, especialmente para réus primários, a pena pode ser cumprida fora do regime fechado.
Uma dúvida comum nesse momento é o que acontece depois de um BO de estelionato. Após o registro, a polícia pode iniciar a investigação e, se houver indícios de crime, o caso pode evoluir para um processo criminal.
Portanto, respondendo uma dúvida muito comum que é: quando o estelionato dá cadeia?
A prisão tende a ocorrer quando há maior gravidade, como:
- prejuízo elevado
- múltiplas vítimas
- prática reiterada de golpes
- participação em esquema organizado
Nos crimes cometidos pela internet, a situação muda. A pena para estelionato digital pode chegar a 4 a 8 anos de reclusão, conforme alteração da Lei nº 14.155/2021, que aumentou a punição para fraudes eletrônicas.
Já o chamado estelionato sentimental ocorre quando alguém simula um relacionamento para obter vantagem financeira.
Embora não exista um tipo penal específico com esse nome, ele pode ser enquadrado no art. 171 se houver prova de fraude.
Por isso, entender qual é a pena para estelionato vai além do número previsto na lei. É necessário analisar o caso concreto, pois pequenas diferenças podem mudar completamente o resultado.
Assista ao vídeo abaixo e entenda na prática como funciona o estelionato ↓
Quando a pena para estelionato aumenta?
A pena para estelionato pode aumentar quando o crime envolve situações consideradas mais graves pela lei. Isso está previsto no próprio Código Penal e em alterações recentes.
Esses aumentos, chamados de majorantes, refletem o maior impacto do crime. Eles podem elevar significativamente o tempo de prisão, dependendo do caso.
As principais situações incluem:
▸vítima idosa ou vulnerável
▸uso de tecnologia ou servidores no exterior
▸fraude contra entidade pública ou programas sociais
▸crimes com maior alcance, como golpes digitais em massa
Nessas hipóteses, a pena pode ser aumentada de 1/3 até 2/3, conforme a gravidade. Em casos mais complexos, como fraudes eletrônicas, a pena base já é mais alta.
Um exemplo prático é o golpe aplicado em idosos por telefone ou internet. Nesses casos, além da fraude, a lei considera a vulnerabilidade da vítima, o que aumenta a punição.
Esse ponto é importante porque muitas pessoas acreditam que a pena é sempre a mesma. Na realidade, a pena para estelionato no Brasil pode variar bastante conforme os detalhes do caso.
A pena para estelionato pode ser reduzida?
Sim, a pena para estelionato pode ser reduzida, dependendo das circunstâncias do caso e do comportamento do acusado. O próprio Código Penal prevê situações que permitem uma punição menor.
Um dos principais fatores é o fato de o réu ser primário e o prejuízo ser considerado de pequeno valor. Nesses casos, o juiz pode aplicar uma pena mais leve ou até substituí-la por medidas alternativas.
Outro ponto relevante é o chamado arrependimento posterior, previsto no art. 16 do Código Penal. Se o dano for reparado antes do recebimento da denúncia, a pena pode ser reduzida.
Também influenciam na redução:
- ausência de antecedentes
- colaboração com a investigação
- circunstâncias pessoais favoráveis
Na prática, isso significa que dois casos semelhantes podem ter resultados muito diferentes. Uma pessoa pode cumprir pena em liberdade, enquanto outra pode ser presa, dependendo dos detalhes.
Por isso, entender essas possibilidades é essencial. Muitas vezes, agir rapidamente, reunir provas e buscar orientação adequada pode impactar diretamente na forma como a Justiça vai tratar o caso.
Um recado final para você!
Sabemos que o tema pode levantar muitas dúvidas e que cada situação é única, demandando uma análise específica de acordo com as circunstâncias de cada caso.
Se você tiver alguma questão ou quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos a consulta com um advogado especialista.
O suporte jurídico adequado é fundamental para que decisões sejam tomadas de forma consciente e segura. Clique aqui!
Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do escritório Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia
Direito Civil | Direito de Família | Direito Criminal | Direito Previdenciário | Direito Trabalhista | Direito Bancário

